Nosso desejo é contínuo em direção à felicidade: queremos encontrar aquilo que nos permita SER e ESTAR em comunhão com a felicidade.

Contudo, esquecemos que nós mesmos não somos os mesmos: do ponto de vista de continuidade mudamos a todo segundo – Aquele que desejou algo não é mais o mesmo após algum tempo.

Daí minha intenção de falar sobre a metamorfose: não somos os mesmos nunca. Aquele ou aquela que proferiu determinada sentença não é mais o mesmo após proferida.

Mais fácil de enxergar quando olhamos para aquilo que determinamos como sendo nosso lado obscuro e mal, tal qual Levy:

O mal jamais confessa que é o mal. Apresenta-se impassivelmente com a aparência do bem. É exatamente como um partido político totalitário: quer dominar mas só fala de “libertação”.

Mente e não pára de proclamar sua boa-fé e tratar os adversários como mentirosos. Prende-o em suas garras para destruir sua alma: primeiro, o faz cuspir naquilo que você mais gosta (a começar por você mesmo); depois, isola-o, torna-o dependente, amedronta-o, joga com todas as suas fraquezas para, por fim, fazer com que você se despreze.
Destrói tanto sua auto-estima, que você nem mais se lembra de que a liberdade existe.

Mudar não é nem uma virtude, e, muito menos, um vício (ou defeito). É uma constatação de nossa natureza.

A dúvida que me faço, todos os dias, é:

Gosto desta minha versão?

 

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