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Sobre a finitude da vida

Um dia você aceitou o convite de vir para este mundo. Sim, você optou por estar aqui com todo seu desejo. Você fez assim e aqui estás com todos teus medos e anseios.

Desejas mais do que és. Eu sei. Também sou assim. Queremos mais. Nossa natureza parece nos empurrar pra esse desejo. Mas lembre-se que esse convite, uma vez aceito é compulsório de cumprimento até o fim. As tuas lições estão escritas nas tuas ações e reflexos.

Escolher não é simples. Vir pra cá menos ainda. Mas a beleza da história toda é que tudo o que fazes entre a escolha e o término da história ecoará por toda a eternidade. Tua e dos que te rodeiam.

Por consequência minha dúvida sempre paira sobre o que me faz ser feliz?
Você sabe o que te faz ser feliz?
E como fazes felizes aqueles que estão ao teu redor?
E como poderia fazer mais?

A respostas apenas dizem respeito a você mesmo. Não me importam. Mas sei que te importam.

Um dia tudo terminará

E quando este dia chegar, e chegará, tenho certeza, você se perguntará sobre tudo o que valeu a pena por aqui: seus amigos, familiares, suas ações e realizações.

Não há porque se preocupar com isso se a tuas ações estão sobre a paz de teu espírito mas aí que te pergunto: Você fala com teu espírito? Falas contigo mesmo em busca de algo que satisfaça teus anseios antes desta jornada?

Viver implica em morrer. O que importa é o que fazes entre o início e o fim desta frase.

Quando chegar esse dia

A única dúvida que valerá responder será: Valeu a pena?

Vim e fiz o que me propus a fazer? Estou feliz com o reflexo das minhas ações?

Sejas o que te propusestes a ser e sinta a vida ser mais do que desejastes.

 

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SIGA EM FRENTE, A VIDA CONTINUA.

Marek- post jormal

Hoje nosso texto homenageia meu sogro, Marek Neuwiem (1938-2016), um homem com sua história e que contribuiu muito com a história da nossa cidade Blumenau.

Que sua caminhada continue em paz assim como nós continuaremos nossa caminhada aqui…

SIGA EM FRENTE, A VIDA CONTINUA

A morte não é nada.

É somente uma passagem de uma dimensão para outra.

Eu somente passei para o outro lado do caminho.

Eu estou, agora em uma outra vida, não podem atormentar essa minha passagem com tristeza e lágrimas.

Eu tenho que ter muita paz para purificar minha alma e andar tranqüilo pelos jardins da dimensão que me encontro.

Vocês são vocês. Estão vivos, a vida não pode parar porque um membro da família partiu. O que eu era para vocês, eu continuarei sendo.

Se dei bons exemplos, siga-os, se fui bom imitem-me, se deixei vocês com saudades, quando se lembrarem de mim façam uma oração, peçam meu descanso, meu repouso e que meu encontro com Deus, seja minha glória.

Me deem o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram.

As lágrimas de vocês me fazem um enorme mal, cada um de nós tem seu dia marcado, o meu veio agora.

Pensem simplesmente que nos encontraremos mais cedo ou mais tarde.

Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.

Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem diferença por eu não estar presente, não sai da vida de vocês porque quis, mas sim porque Deus determinou, aceitem para que eu não lamente, estar sendo motivo de sofrimento, pois jamais os magoaria por minha vontade.

Não tenham revoltas, não lamentem, apenas tentem compreender. Se não lembrarem de mim com alegria, vou ficar no meio do caminho, sem poder ir para onde tenho que ir, sabendo que nada posso fazer para voltar para vocês.

Não quero tristeza, não quero lágrimas, quero orações.

A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado.

Por que eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas?
Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do caminho…

Vocês que ficaram, sigam em frente, a vida continua linda e bela como sempre foi. “

(Santo Agostinho)

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Bem vindo 2012

Este ano comecei a minha rotina de uma maneira diferente … trabalhando muito!!! Num ritmo muito acelerado e com muitos compromissos de estudo também…. o que te  me deixado atordoada…  cansada… e sensível!!!

Mas, usando a técnica da respiração e a filosofia de Pollyana, estou aprendendo e refletindo muito para começar 2012 de forma iluminada!!!

Ah, e também tem acontecido muitos “eventos” encantadores na vida pessoal, familiar e profissional nestes primeiros 20 dias do ano!!!

Entendo que quando a ansiedade aperta temos que olhar ao nosso redor e ver o que o universo nos quer dizer, e por incrível que pareça ele nos diz muito…

Recebi um texto da minha amiga Vani e quero compartilhar por acreditar muito no que está escrito…

Abraço!

 

1.  Beba muita água
2.  Coma ao café da manhã como um rei, ao almoço como um príncipe e ao jantar como um pedinte;
3.  Coma o que nasce em árvores e plantas, e menos comida produzida em fábricas;
4.  Viva com os 3 E’s: Energia, Entusiasmo e Empatia;
5.  Arranje tempo para orar;
6.  Jogue mais jogos;
7.  Leia mais livros do que leu em 2011;
8.  Sente-se em silêncio pelo menos 10 minutos por dia;
9.  Durma 8 horas por dia;
10. Faça caminhadas de 20-60 minutos por dia, e enquanto caminha sorria.
11.  Não compare a sua vida a dos outros. Ninguém faz idéia de como é a caminhada dos outros;
12.  Não tenha pensamentos negativos ou coisas de que não tenha controle;
13.  Não se exceda. Mantenha-se nos seus limites;
14.  Não se torne demasiadamente sério;
15.  Não desperdice a sua energia preciosa em fofocas;
16.  Sonhe mais;
17.  Inveja é uma perda de tempo. Tem tudo que necessita….
18.  Esqueça questões do passado. Não lembre seu parceiro dos seus erros do passado. Isso destruirá a sua felicidade presente;
19.  A vida é curta demais para odiar alguém. Não odeie.
20.  Faça as pazes com o seu passado para não estragar o seu presente;
21.  Ninguém comanda a sua felicidade a não ser você;
22.  Tenha consciência que a vida é uma escola e que está nela para aprender. Problemas são apenas parte do curriculum, que aparecem e se         desvanecem como uma aula de álgebra, mas as lições que aprende, perduram uma vida inteira;
23.  Sorria e gargalhe mais;
24.  Não necessite ganhar todas as discussões. Aceite também a discordância;
25.  Entre mais em contato com sua família;
26.  Dê algo de bom aos outros diariamente;
27.  Perdoe a todos por tudo;
28.  Passe tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
29.  Tente fazer sorrir pelo menos três pessoas por dia;
30.  Não te diz respeito o que os outros pensam de você;
31. O seu trabalho não tomará conta de você quando estiver doente. Os seus amigos o farão. Mantém contato com eles.
32.  Faça o que é correto;
33.  Desfaça-se do que não é útil, bonito ou alegre;
34.  DEUS cura tudo;
35.  Por muito boa ou má que a situação seja…. Ela mudará…
36.  Não interessa como se sente, levanta, se arruma e aparece;
37.  O melhor ainda está para vir;
38.  Quando acordar vivo de manhã, agradeça a DEUS pela graça.
39.  Mantenha seu coração sempre FELIZ!!

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A auto-estima de nossos filhos

Texto excelente para refletirmos…
Minha irmã Jodeli me enviou e quero compartilhar com vocês!!
Um ótimo fim de semana a todos…

Uma semana depois de minha esposa e eu decidirmos começar uma família, entramos numa livraria e compramos dois livros sobre como educar filhos. Por uma série de razões os dois filhos só nasceram seis anos depois e acabamos lendo não dois, mas 36 livros. Se dependesse de teoria, estávamos preparados. Hoje eles estão crescidos e
um amigo me perguntou que livros nós havíamos utilizado mais. Foi uma boa pergunta que demorei a responder. Usamos um livro só, um que educava mais os pais do que os filhos. Intitula-se ‘A Auto-estima do seu filho’ de Dorothy Briggs, e o título já diz tudo.

A tese do livro é como agir para nunca reduzir a auto-estima do seu filho: elogiá-lo freqüentemente , ouvir sempre suas pequenas conquistas, festejar as suas pequenas vitórias, nunca mentir ou exagerar neste intento, em suma mostrar a seus filhos seu verdadeiro valor. Ao contrário do que defendem os demais livros, não é uma boa educação, nem disciplina, nem muito amor e carinho, ou uma família bem estruturada que determinam o sucesso de nossos filhos, embora tudo isto ajude.

A sacada mais importante do livro, no nosso entender, foi a constatação que filhos já nascem com uma elevada auto-estima, e que são os pais que irão sistematicamente arruiná-la com frases como: ‘Seu imbecil!’, ‘Será que você nunca aprende?’, ‘Você ficou surda?’. Jean Jacques Rousseau errou quando disse que “o homem nasce bom, mas é a sociedade que o corrompe”. São os próprios pais que se encarregam de fazer o estrago.

Por exemplo: você, pai ou mãe, chega do trabalho e encontra seu filho pendurado na cadeira: ‘Desça já seu idiota, vai torcer o seu pescoço’. Para Dorothy, a resposta politicamente correta seria ‘Desça já, mamãe tem medo que você possa se machucar’. Primeiro porque seu filho não é um idiota, ele assume riscos calculados. Segundo são os pais, com suas neuroses de segurança, que têm medo de cadeiras.

Quando nossos dois filhos começaram a aprender a pular, entre três e quatro anos de idade, desafiava-os para um campeonato de salto a distância. Depois de algumas rodadas, seguindo a filosofia do livro, deixava-os ganhar. Ficavam muito felizes, mas qual não foi a minha surpresa quando na sétima ou oitava rodada, eles começavam a me dar uma colher de chá, deixando que eu ganhasse. Que lição de cidadania: criança com boa auto-estima não é egoísta e se torna solidária.

Eu não tenho a menor dúvida de que os problemas que temos no Brasil em termos de ganância empresarial, ânsia em ficar rico a qualquer custo que leva à corrupção, advêm de um pai ou uma mãe que nunca se preocuparam com a auto-estima de seus filhos.

Eu acho que políticos, professores e intelectuais, na maioria desesperados em se autopromover, jamais darão dar oportunidades para outros vencerem, como até crianças de três anos são capazes de fazer. A fogueira das vaidades só atinge os inseguros com baixa auto-estima.

Alguns pais fazem questão até de vencer seus filhos nos esportes para acostumá-los às agruras da vida, como se a vida já não destruísse a nossa auto-estima o suficiente.

A teoria é simples, mas a prática é complicada. Uma frase desastrada pode arruinar o efeito de 50 elogios bem dados. ‘Meu marido queria que o segundo fosse um menino, mas veio uma menina’. Imaginem o efeito desta frase na auto-estima da filha. Portanto, quanto mais cedo consolidar a auto-estima melhor.

Esta tese, porém, tem seus inconvenientes. Agora que meus filhos são muito mais espertos, inteligentes e observadores do que eu, tenho que ouvir frases como: ‘É isto aí Pai’, ‘Faremos do seu jeito, pai’, tentativas bem-intencionadas de restaurar a minha abalada auto-estima.

Stephen Kanitz é pai e também administrador de empresas

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O que o Dr. HOUSE ensina sobre a liderança

Para quem ainda não acompanha uma belíssima série que vale o investimento… e para os que acompanham segue uma análise interessante…
Uma ótima semana a todos…
Andiara

São Paulo – O doutor Gregory House já falsificou exames para tratar pacientes com procedimentos experimentais. Já trocou medicamentos sem que os doentes consentissem. E, na maioria dos casos, todos saíram andando do Princenton-Plainsboro, o hospital-escola onde trabalha, no seriado de TV a cabo que leva o seu nome e volta ao ar no Brasil nesta semana. Mas até que ponto o estilo de House pode servir de inspiração para executivos do mundo real?

Para o vice-presidente da consultoria Thomas Brasil, Edson Rodriguez, exageros à parte, House corresponde ao papel de “líder por competência”. É o tipo de líder que se impõe pela sua qualidade profissional, inteligência acima dos padrões e sua capacidade de apresentar resultados mesmo em situações extremas e de alto risco. É esse rendimento que faz com que ele seja respeitado pelos colegas e subordinados, mesmo com todos os problemas de convivência que ele apresenta.

Deficiente social

O lado misantropo de House é o que reduz ao mínimo suas chances de sobrevivência no mundo corporativo, segundo Rodriguez. Fugir de comemorações de Natal é o básico para o médico mais rabugento da TV. E, na vida real, a maioria das equipes precisa de um bom entrosamento para funcionar – algo que o líder deve ajudar a criar.

Mesmo assim, há ocasiões em que o personagem encontraria seu espaço. “O resultado vem sempre em primeiro lugar. A empresa não pode se dar ao luxo de dispensar um profissional bom como o House, se ela não tiver alguém tão capacitado quanto ele para ficar no lugar”, diz Rodriguez. É justamente isso que garantiu que a diretora do hospital, Cuddy, aturasse as suas maluquices nas seis primeiras temporadas – em várias ocasiões, Cuddy disse em alto e bom tom que, apesar de tudo, House resolvia casos dados como perdidos por dezenas de médicos.

Já o professor da Fundação Dom Cabral Anderson Sant’Anna é mais crítico. Ele considera que um líder mal humorado e inteligente como o médico só é útil, se a empresa estiver pensando só no curto prazo. Com o tempo, o resultado deixa de ser satisfatório, para virar uma grande dor-de-cabeça, principalmente no contexto brasileiro, em que a retenção de bons profissionais tem se mostrado cada vez mais desafiadora para as empresas.

“No médio e no longo prazos, eu duvido que as pessoas permaneçam na equipe. Elas podem ficar um ano ou dois, porque estão aprendendo, mas, na primeira oportunidade, vão embora. Cada vez mais, as pessoas buscam qualidade de vida no trabalho”, afirma.

Desafios à equipe

House joga os médicos de sua equipe uns contra os outros. Delega tarefas que seriam classificadas como assédio moral, como lavar seu carro. Manda-os virarem a noite realizando exames que ele mesmo sabe que não darão em nada. Enfim, um inferno para 90% das pessoas.

Mas, surpreendentemente, House sabe motivar sua equipe a produzir resultados. Suas tiradas mal educadas e irônicas, seu mau humor constante e até mesmo seus deslizes éticos e morais para dar os diagnósticos corretos são um combustível para que sua equipe se empenhe sempre.

O segredo dele está no desafio que lança aos liderados. “House desafia, cutuca as pessoas. É importante criar um ambiente de trabalho desafiador, em que as pessoas possam experimentar, arriscar e se responsabilizar pelas tentativas”, diz Sant’Anna, da Dom Cabral.

Rodriguez, da Thomas Brasil, concorda. “House é um chato de galocha, é arrogante, mas usa essa tática de liderança, mesmo às avessas, de desafiar as pessoas para gerar resultados”.É claro que o jeito do médico de provocar a equipe não funciona com todos os perfis de profissionais. O desafio é importante, mas, para que o retorno seja satisfatório, é preciso saber os limites da provocação.

Equipe certa para o “House”

A relação de Chase, Foremann, Treze e Taub – a equipe de House – com o médico é a tradicional mistura de forte admiração pela sua genialidade com um ódio quase mortal pelo seu descaso com os humanos. Afinal, House não se cansa de repetir que gente o deixa entediado.

Montar uma equipe capaz de atuar com (e aturar) alguém como ele não é fácil. Para Rodriguez, da Thomas Brasil, profissionais com objetivos e metas bastante específicos e claros podem ter mais facilidade de conviver com chefes como o protagonista da série. “A equipe dele é muito especializada. Os membros gostam de desafios, de se destacar, têm um perfil competidor. Como líder, House usa isso a seu favor”, diz.

Para Sant’Anna, da Fundação Dom Cabral, gerar competição na equipe para chegar ao melhor resultado é uma fórmula ultrapassada. Isso seria particularmente preocupante no Brasil, onde as pessoas têm uma cultura menos voltada à competição, quando comparada à dos Estados Unidos. Mesmo assim, ele concorda que há pessoas dispostas a entrar no ritmo mais pesado e menos amistoso em nome de “um bem maior”, que pode ser um bônus, um currículo mais atrativo, experiência ou fama.

O professor da Fundação Dom Cabral afirma que essa disposição para trabalhar em um ambiente de “toma lá, dá cá” varia de acordo com a personalidade e a fase da vida pela qual o profissional está passando – principalmente no início da carreira. “Há jovens que são mais dispostos do que outros a ficar em um ambiente mais agressivo, e o momento da vida pode ajudar a dar mais energia e vontade de entregar resultados”, diz.

Mas Sant’Anna alerta que, com o passar do tempo, essa concepção muda e aquilo que antes era importante deixa de fazer diferença. O bônus no final do mês, por exemplo, passa a ser menos válido do que uma vida mais tranqüila. E uma vida mais saudável é algo que, definitivamente, não está no receituário de House para os seus subordinados.

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Recomeçar…

Todo ano que inicia fizemos promessas, um novo planejamento de objetivos e metas, enfim, queremos mudar, melhorar e ter novas conquistas…mas  se passa 15 dias, 2 meses, 6 meses e será que ainda lembramos do que planejamos? ?

Escrevo este post justamente depois de passar 15 dias do início do ano para que não deixemos que nosso planejamento e objetivos evaporem com a rotina… precisamos ter paciência e persistência para continuarmos o caminho, seja qual for o obstáculo e, principalmente comemorar cada vitória mesmo que seja considerada pequena… Depende somente de cada um nós!!!

Segue um texto interessante abaixo para refletirmos.

Desejo UM MARAVILHOSO 2011 para todos!!

Uma Faxina por Martha Medeiros

Estava precisando fazer uma faxina em mim…
Jogar fora alguns pensamentos indesejados,
Tirar o pó de uns sonhos, lavar alguns desejos que estavam enferrujando…..
Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais.
Joguei fora ilusões, papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei…
Joguei fora a raiva e o rancor nas flores murchas
Guardadas num livro que não li.
Peguei meus sorrisos futuros e alegrias pretendidas e as coloquei num cantinho, bem arrumadinhas.
Fiquei sem paciência! Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão:
paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de uma  amiga sem gratidão, lembranças de um dia triste…
Mas lá havia outras coisas… belas!!!
Uma lua cor de prata…os abraços….
aquela gargalhada no cinema, o primeiro beijo….
o pôr do sol…. uma noite de amor .
Encantada e me distraindo, fiquei olhando aquelas lembranças.
Sentei no chão,
Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou.
Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima –
pois quase não as uso – e também joguei fora!
Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que fazer, se as esqueço ou se vão pro lixo.
Revirei aquela gaveta onde se guarda tudo de importante: amor, alegria, sorrisos, fé…..
Como foi bom!!!
Recolhi com carinho o amor encontrado,
dobrei direitinho os desejos,
perfumei na esperança,
passei um paninho nas minhas metas
e deixei-as à mostra.
Coloquei nas gavetas de baixo lembranças da infância;
em cima, as de minha juventude, e…
pendurado bem à minha frente,
coloquei a minha capacidade de amar… e de recomeçar.

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Fatores que limitam a Vida do Ser Humano

A metade dos nossos erros na vida vem de quando pensamos quando deveríamos sentir e sentimos quando deveríamos pensar”. * Gilclér Regina

Para alcançar os sonhos de maneira inteligente e sem tantas dores de cabeça precisamos desenvolver hábitos ou atitudes que impeçam os fatores limitantes que estão alojados em nossa inteligência.

São seis os fatores que provocam a limitação no ser humano, aqui enumerados:

1. A queixa

2. A passividade

3. A desconfiança

4. A dúvida

5. A concorrência

6. A paralisia.

Considerações:

Queixa: Há pessoas que reclamam o tempo todo e transformam esse comportamento em um dos principais empecilhos para chegar à meta.

Passividade: Refere-se a pessoas cheias de medo. O medo paralisa e não deixa avançar. O problema é que não estamos acostumados a olhar para dentro, sempre temos nossos olhos voltados para fora. A nossa maneira de ser nos aproximará ou nos distanciará das pessoas.

Desconfiança: A pessoa desconfiada pensa que os outros fazem tudo de propósito, que estão contra ela. Mais que superar a desconfiança, é preciso quebrar o seu ciclo, caso contrário, você ficara patinando a vida inteira. Mude seu foco. Se você não se sentiu amado a vida inteira isso pode determinar a visão que o seu presente tem do futuro e te deixa vulnerável. Não deixe seu pensamento ruim afastá-lo da meta. Pessoa negativa vive até o que é bom como algo ruim.

Dúvida: É uma força mental poderosa que não nos deixa alcançar o que é nosso. Ela nos impede de agir, avançar e ter foco. Te afasta do objetivo. Faz com que você abandone o seu sonho. É responsável pelo fracasso de muita gente e pela frustração de sonhos não realizados.

Concorrência: Nunca concorra com ninguém, apenas com você mesmo. Você não precisa receber o mesmo salário que o outro, precisa, sim, ganhar mais do que agora. Você não precisa ter o corpo da modelo da moda, se sim, perder peso. Não se compare com ninguém e nem permita que outros o façam. Não concorra. Supere-se.

Paralisia: É quando você começa a esconder os seus desejos e a motivação que tinha quando se atrevia a sonhar. As ideias sem ação são inúteis. 100% do seu potencial são vistos quando você tem ação.

Os projetos e os sonhos de sua vida voltarão a nascer, a ser concretizados, somente quando descobrir e vencer aquilo que está limitando a sua vida.

http://ogerente.com.br/rede/carreira/vida-superar-limitacao

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Quero mudar de carreira. E agora?

http://vocesa.abril.com.br/blog/marcelo-cuellar/?p=152

No post anterior falei um pouco sobre mudança de emprego. Mas e se sua dúvida for mais complexa do que isto? E se você quiser fazer uma mudança maior?

Você pode ter chegado a conclusão de que nasceu para outro tipo de carreira; que seu talento está sendo desperdiçado na sua atual empresa ou ocupação profissional e que se você fizer o movimento certo você poderá ser muito mais feliz do que é hoje. Loucura? Eu acho que não. Até porque – provavelmente – você deve estar certo.

Eu realmente acredito que no fundo as pessoas sabem para o que elas têm talento ou habilidade; o grande problema é que na maioria das vezes não sabemos como traduzir a este talento em uma profissão.

E por esta razão mudar de carreira não é uma coisa simples e pode ser considerado um processo de alto risco. As chances de você quebrar a cara podem ser grandes e provavelmente você terá que dar nem um nem alguns, mas sim MUITOS passos para trás. Você está disposto? Se sim, algumas dicas a seguir poderão lhe ser úteis.

A primeira coisa a fazer é descobrir se realmente esta nova profissão que tanto lhe chama a atenção é exatamente isso que você pensa que é, porque nenhuma profissão no mundo são apenas rosas. Por isto, vá procurar conhecer todos os detalhes da profissão que você quer abraçar. Busque conversar com os profissionais da área, saber como eles traçaram a carreira, quais as dificuldades e quais os melhores benefícios que a profissão pode trazer.

Se você já tem experiência profissional, antes de iniciar uma nova formação acadêmica voltada para a nova profissão que você busca, busque informações na internet, em blogs, busque literatura especializada como revistas e outras publicações do ramo. Isto porque uma formação acadêmica geralmente é bastante cara e demorada. Além disso, cursos acadêmicos tendem a dar foco na parte mais conceitual e técnica da profissão e isto poderá lhe desanimar a mudar de profissão.

Outro ponto importante é que – na grande maioria das vezes – alguma coisa de sua profissão atual ou anterior você poderá utilizar em sua nova empreitada. Conhecimento nunca é demais, ele é adaptável.

Depois desta primeira etapa, se você ainda achar que este profissão é o que você de fato quer fazer, prepare-se para fazer a mudança. Assim, a segunda coisa a fazer é se preparar para fazer a mudança de profissão. esta preparação poderá ser financeira. Isto mesmo, juntar dinheiro, fazer uma poupança e reduzir o padrão de vida. Isto porque você não acha que vai mudar de profissão e de cara sair ganhando o mesmo dinheiro que você ganha hoje em sua profissão já consolidado, não é mesmo? E este é um fator de sucesso, porque um começo difícil sem uma reserva financeira pode jogar seu sonho de mudar de profissão no lixo.

A terceira coisa a fazer é buscar trabalhar na área. Inicialmente você poderá atuar aos finais de semana ou mesmo em horários complementares ao seu trabalho atual. Você também poderá trabalhar como um aprendiz junto a algum profissional experiente na área que você quer abraçar, ajudando-o como mão-de-obra extra e recebendo em troca conhecimento.

Busque também se entrosar no meio profissional de sua nova atividade, assim você com certeza conhecerá “atalhos” para fazer uma transição de carreira mais tranqüila.

São diversas histórias bem-sucedidas de profissionais que trilharam este caminho com sucesso: advogados que viraram professores de cursinho, pilotos que viraram executivos de grandes empresas, nutricionistas que se tornaram músicos e até histórias mais incomuns como a de alguns componentes do Cirque du Soleil.

O mais importante é que as noites de domingos não podem gerar um sentimento de tristeza e aflição pela espera de retornar ao trabalho na segunda-feira.

BOA SORTE!!

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O Poder da Validação

Todo mundo é inseguro, sem exceção. Os super-confiantes simplesmente disfarçam melhor. Não escapam pais, professores, chefes nem colegas de trabalho.

Afinal, ninguém é de ferro. Paulo Autran treme nas bases nos primeiros minutos de cada apresentação, mesmo que a peça que já tenha sido encenada 500 vezes. Só depois da primeira risada, da primeira reação do público, é que o ator se relaxa e parte tranqüilo para o resto do espetáculo. Eu, para ser absolutamente sincero, fico inseguro a cada novo artigo que escrevo, e corro desesperado para ver os primeiros e-mails que chegam.

Insegurança é o problema humano número 1. O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais na esportiva. Mas como reduzir esta insegurança?

Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos outros. Está totalmente fora do nosso controle. Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera.

Segurança depende de um processo que chamo de “validação”, embora para os estatísticos o significado seja outro. Validação estatística significa certificar-se de que um dado ou informação é verdadeiro, mas eu uso esse termo para seres humanos. Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor.

Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode autovalidar-se, por definição.

Você sempre será um ninguém, a não ser que outros o validem como alguém. Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer: “Você tem significado para mim”. Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: “Gosto de você pelo que você é”. Quem cunhou a frase “Por trás de um grande homem existe uma grande mulher” (e vice-versa) provavelmente estava pensando nesse poder de validação que só uma companheira amorosa e presente no dia-a-dia poderá dar.

Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo. Estamos tão preocupados com a nossa própria insegurança, que não temos tempo para sair validando os outros. Estamos tão preocupados em mostrar que somos o “máximo”, que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o “máximo” são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos, esquecemos de validar aqueles que admiramos.

Por falta de validação, criamos um mundo consumista, onde se valoriza o ter e não o ser. Por falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se, ou dominar os outros em busca de poder.

Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que fossem. Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos.

Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão para cima, um “valeu, cara, valeu”.

Você já validou alguém hoje? Então comece já, por mais inseguro que você esteja.

Stephen Kanitz

Artigo publicado na Revista Veja, edição 1705, ano 34, nº 24, 20 de junho de 2001, pág.22

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Gerenciando cérebros e organizações


“Ou as organizações aprendem a gerenciar cérebros ou não serão mais organizações”, afirma especialista

Mais do que gerenciar pessoas, as corporações que desejarem passar ilesas pelas tempestades do mundo contemporâneo, vão ter que aprender a gerenciar cérebros e todas as suas peculiaridades. Gerenciar cérebros é, portanto, o novo e grande desafio da liderança moderna, pois o bem-estar da organização passa, necessariamente pelo bem-estar das pessoas, e o bem-estar das pessoas passa, imprescindivelmente pelo bem-estar de seus cérebros.

É sabido que o homem, como animal social que é, necessita emocionalmente do relacionamento, das conexões com seus semelhantes. Tal fato se demonstra nas mais diversas e complexas estruturas sociais que desenvolvemos desde os nossos ancestrais, no intuito de garantirmos a sobrevivência e o domínio do planeta. Assim como na sociedade, na família, na escola, nas empresas, estabelecem-se níveis e hierarquias de poder que determinam a organização dessas estruturas e garantem a coexistência de seus membros.

O cérebro e o poder

Em qualquer tipo de estrutura social organizada podemos vislumbrar alguns tipos de poder, dos quais se destacam:

• Poder posicional
É o poder inerente à estrutura da organização, normalmente definido por um cargo ou função ocupado necessariamente por uma pessoa. Exemplos: O pai, na família; o gerente, na empresa; o prefeito, no município.

• Poder de recompensa
Comumente vinculado ao poder posicional, é o direito que o ocupante de um cargo ou função na estrutura tem de recompensar pessoas por um comportamento adequado.
Exemplos: O elogio do pai ao filho; a premiação do gerente ao funcionário; a promoção do prefeito ao servidor.

• Poder coercitivo
Também diretamente conectado ao poder posicional, é a capacidade adquirida pelo ocupante de um cargo ou função de punir um comportamento inadequado.
Exemplos: O castigo do pai ao filho; a demissão do funcionário pelo gerente; o corte da gratificação do servidor pelo prefeito.

Poder de especialização
Diz respeito ao conhecimento ou habilidade específica que alguém possui e desperta o interesse de determinado grupo de pessoas.
Exemplo: Um consultor especialista em finanças em relação a um grupo de analistas financeiros.

• Poder de referência
Associado ao aspecto humano do indivíduo, à sua capacidade de cativar, conquistar, persuadir e mobilizar pessoas independentemente daquilo que representa em determinada estrutura. Ou seja, é o poder vinculado ao caráter, ao carisma, ao comportamento.

Diante das evidências, é fácil inferir que numa era de gestão de cérebros, o único poder que resolve é o ‘Poder de Referência’. E isto acontece porque o poder de referência é o único que contempla todas as nuances do cérebro alheio.

O cérebro e as organizações

Quando éramos coletores e caçadores, as estruturas sociais eram simples, vivíamos com base no nomadismo, habitávamos tribos e o poder era concentrado normalmente na mão do mais forte e ágil do clã. Evidentemente, nossos ancestrais dispunham de uma estrutura cerebral primitiva que atendia suas demandas, diga-se de passagem, extremamente básicas.

Há aproximadamente 12 mil anos, nos tornamos agricultores e passamos a viver de forma sedentária, sustentados por uma estrutura social mais complexa. Surgiram as comunidades e aparece de forma declarada, pela primeira vez na história humana o ‘Poder Posicional’. A era dos senhores feudais, dos coronéis e dos capatazes. Uma sociedade hierarquicamente posicionada, onde poucos mandam e muitos obedecem.

Neste momento, as pessoas têm seus cérebros atrofiados, pois executam atividades repetitivas, mecânicas, onde o sistema nervoso periférico com seus nervos motores é suficiente para o gerenciamento do comportamento. Não há pensamento crítico, análise, julgamento, criatividade (atividades cognitivas tipicamente humanas).

O ápice do ‘Poder Posicional’ acontece no final do século XVIII, quando teve início na Inglaterra a tão difundida revolução industrial. Surge a relação Capital versus Trabalho, onde o capital vale mais. As organizações e as pessoas passam a celebrar contratos em que impera a execução de atividades em detrimento do pensamento crítico e racional. Novamente, os cérebros são relegados aos bastidores da atividade econômica. Uma frase de Henry Ford retrata bem o modelo vigente nessa época: “Toda vez que eu preciso de um par de mãos para trabalhar, vem junto uma pessoa para atrapalhar…” disse ele. O que as organizações desejavam era justamente a mão-de-obra.

Por volta da década de 1980, culminando com a revolução das telecomunicações e da tecnologia, surge a Era do Conhecimento, e finalmente, a capacidade cognitiva humana passa a ter seu espaço nas intrincadas estruturas sociais. Sai a expressão mão-de-obra e surge o modelo cérebro-de-obra. As organizações descobrem o óbvio: as pessoas são melhores quando pensam!

Atualmente, vivemos uma novíssima economia – tão nova que já não está baseada na informação, mas sim na competência em utilizá-la. O mais fantástico: essa competência é essencialmente comportamental, e os comportamentos, como bem sabemos, dependem dos cérebros. Ora, se os comportamentos são respostas aos estímulos que recebemos nos mais variados contextos em que atuamos, e essas respostas dependem exclusivamente de como nossos cérebros mapeiam esses estímulos, então é justamente nos sistemas nervosos de cada indivíduo que devemos nos concentrar.

O cérebro finalmente está no comando

Com o intuito de entender mais e melhor a complexidade do comportamento humano, a neurociência vem flertando já há algum tempo com as estruturas de gestão de pessoas nas organizações para promover mudanças no modo de operar das diversas estruturas sociais a partir da gestão dos comportamentos humanos. Cada vez mais, treinamentos, ferramentas e pesquisas estão sendo viabilizados no sentido de potencializar as habilidades cerebrais, aumentando o nível de atenção, a concentração, a capacidade de retenção e aprendizado, a inteligência emocional, melhorando assim as respostas comportamentais das pessoas nos diversos ambientes em que atuam.

No início da década de 1990, o presidente americano George W. Bush anunciou que aquela seria a década do cérebro, e ele estava certo. Se nas eras industrial e da agricultura a produtividade estava relacionada à aptidão física das pessoas, na era do comportamento, definitivamente a produtividade está associada à aptidão mental. Se analisarmos as estruturas mentais mais primitivas: cérebro reptiliano e límbico (instintos e emoções), não perceberemos diferenças significativas entre o animal humano e os demais animais que habitam este planeta. O que nos diferencia, nos torna especiais, únicos e capazes de dominar este pequeno ponto azul alocado no universo é nosso córtex superior.

Cientistas têm mostrado com veemência por meio de imagens de ressonância magnética, que pessoas que foram expostas a situações específicas e as julgaram justas, tiveram seus centros de compensação do cérebro ativados como acontece quando se encontram com entes queridos por exemplo. Isto significa que houve aumento na emissão de serotonina (neurotransmissor do bem-estar, que tem profundo efeito no humor, na ansiedade e no comportamento agressivo de um indivíduo).

Este fato abre um precedente para que a gestão de recursos humanos nas organizações passem a implementar políticas para o cultivo da justiça e de recompensas que inspirem as pessoas a terem mais confiança. De fato, o ‘Poder Posicional’ perde espaço neste contexto, pois o único poder capaz de estabelecer vínculos de confiança com seres humanos é o ‘Poder de Referência”. Assim, a empresa do futuro, focada nos cérebros que nela atuam, formará gestores com maior interesse nas pessoas, capazes de apoiá-las e recompensá-las verdadeiramente.

Na Era Wellness (era do bem-estar), não há mais sentido em alguém se orgulhar em viver sob altas doses de pressão e estresse e não ter tempo para nada. Um gestor perverso, que promove estresse em seu ambiente de trabalho, irá inundar o cérebro de seus colaboradores com cortisol, fazendo com que se desliguem, se fechem para novas ideias, percam motivação e parem de nutrir o desejo de ajudar. Sem contar que o estresse prolongado diminui a produção de neurônios, compromete muito a memória, afeta os sentimentos, reduz a imunidade do organismo e influencia negativamente a longevidade.

O cérebro e a qualidade de vida

Suzana Herculano Houzel, neurocientista brasileira, chefe do Departamento de Neuroanatomia Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é da opinião de que pessoas que têm mais atividade mental têm, em conseqüência, maior qualidade de vida. Para ela, o cérebro ideal é aquele com o qual nos sentimos bem. Pessoas que estimulam mais seus cérebros aumentam suas habilidades cognitivas, expandem suas sinapses, otimizam seus neurônios e enfim, tornam-se mais inteligentes.

A qualidade de vida de uma pessoa está diretamente relacionada à qualidade de suas escolhas, e suas escolhas dependem de um cérebro saudável. É fascinante notar que a maioria das pessoas está tão automatizada em suas experiências cotidianas que não reflete mais sobre suas próprias prioridades, e elas escolhem num automatismo assustador.

Essa rotina de comportamentos automatizados, repetitivos e previsíveis atrofia a atividade mental de qualquer pessoa, limitando-a, tornando-a pior a cada dia. Um cérebro pouco estimulado é um gigante que adormece. Sem dúvida, a sensação de bem-estar no dia-a-dia depende diretamente da qualidade da vida mental do indivíduo. Os cientistas são unânimes em afirmar: Assim como exercitamos nossos músculos para que os mesmos não atrofiem, necessitamos exercitar nosso cérebro para desenvolvê-lo. È claro que o tipo de exercício é bem diferente.

Os pesquisadores defendem que é preciso manter constantemente a atividade dos neurônios. Assim, o cérebro fica afiado. A malhação, neste caso, é feita com estímulos frequentes, como aprender um novo movimento de dança, ler sobre um assunto com o qual não está habituado ou simplesmente mudar o caminho do escritório até sua casa. Atitudes como essas, segundo os especialistas no assunto, são capazes de aumentar o poder de raciocínio, a concentração e até habilidades como desenhar ou escrever.

Uma das provas de que exercitar a mente é fundamental para a juventude do órgão foi publicada em 2001 no Jornal da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos da América. Pesquisadores americanos mostraram que pessoas com o hábito contínuo de ler, jogar xadrez, fazer palavras cruzadas ou dançar estão duas vezes mais protegidas do mal de Alzheimer – doença degenerativa que pode surgir com o envelhecimento – do que as que passam a vida acomodadas, apenas assistindo TV, por exemplo.

Os cientistas entrevistaram os familiares de 193 pacientes com o problema para identificar os hábitos culturais dos participantes e também conversaram com 358 pessoas sãs. Todos tinham cerca de 70 anos. Concluíram que quem sofre do mal de Alzheimer geralmente costumava passar horas diante da TV ou ao telefone, enquanto os voluntários saudáveis sempre exercitaram o cérebro.

O cérebro e a mente

Um cérebro pode morrer! E quando ele morre nosso corpo também morre. Todavia, a mente é capaz de se manter viva e tornar-se eterna. A mente é a maior riqueza de uma pessoa, é seu legado, é o que fica quando o cérebro “desliga”. Ela guarda seus segredos, vontades, desejos, anseios, memórias, histórias, e tudo mais que diz respeito a você como criatura humana.

As organizações modernas, mais do que em qualquer outra época da história do homem na terra, querem pessoas capazes de influenciar seus contextos com suas mentes. E para tal, tornam-se fundamentais cérebros ativos, saudáveis, devidamente estimulados. A sociedade necessita urgentemente de seres humanos que desenvolvam e utilizem a maior de suas potencialidades: a atividade mental cognitiva. A mente é o que fica do uso que fazemos ao longo da vida desse ilustre desconhecido: o cérebro.

Talvez, a descoberta mais fantástica que qualquer pessoa pode fazer a respeito de seu próprio cérebro é que ele tem uma incrível vocação social, ou seja, é voltado para o relacionamento. Quanto mais nos relacionamos, maior será nossa aptidão mental desenvolvida. As diversas organizações que criamos ao longo de nossa história como ser pensante (família, escola, empresa, comunidade, estado, país, etc) são uma busca inconsciente e compulsiva de nossos próprios cérebros em satisfazer sua vocação natural.

Em poucos anos, ou as organizações aprendem a gerenciar cérebros ou não serão mais organizações. Por que as organizações dependem dos cérebros, que necessariamente necessitam das organizações.

Gerson Rodrigues (Especialista em Marketing de Relacionamento, em Vendas Diretas com ênfase em CRM. Palestrante, consultor e autor do livro: Atendimento Nota 1000, o que fazer para encantar e fidelizar clientes.

HSM Online
23/08/2010