Publicado em 1 comentário

Resentir

Revive-se aquilo que deixamos que nosso coração sinta.

Parece que não é tão simples. Mas assim o é.

Se sente com o coração como costumeiramente falamos.

E parece que o ‘sentir novamente’ pode ter diferentes sabores. Tu sabes como foi antes.

Será igual agora? Doerá mais? Menos? O sabor será outro pois já não és mais o mesmo?

Resentir permite que reinterpretes as nuances do evento que te levou a ‘sentir’.

Outros eventos podem te fazem sentir mais profundamente. E, de certo modo, resignificar toda uma história.

Ao longo desta semana

Pude sentir novamente muito dos meus medos: a Andi fez um novo procedimento cirúrgico e muitos daqueles demônios que me atormentaram no passado vieram tomar um café comigo. Os aceito de coração aberto. Eles me permitem subir ainda mais um degrau na minha caminhada.

Muitas vezes me empurram pra cima. Outras pra baixo. Mas minha força é maior que eles. Que assim seja, sempre.

Tive inúmeras demonstrações de carinho, respeito e honra dos próximos: em mensagens, pensamentos e orações. Estes que o fizeram sabem o quanto prezo e respeito a dedicação de cada um deles.

Por fim entendi que eu sou o Senhor da minha própria terra. Tenho por certo que aquilo que resinto é porque meu dou o direito, e, até mesmo, o privilégio de saber reinterpretá-las.

Como as ondas, que nascem, sobem e arrebentam num emaranhado infinito e se dispersam também todos os sentimentos nascem, ‘fervem’ e deixam de existir. De modo que apenas a obediência aos sentimos nos faz sofrer de modo infinito. Se sabemos como respeitá-los e deixá-los cumprir sua existência não passam de sua natureza: temporários.

O elo que criamos entre o nosso sentimento e o objeto que atuam é ilusório. Temos a condição de tratá-los deste modo: não como nossos senhores, mas, sim, como etapas de um jogo. O jogo do autoconhecimento.

Termino como de hábito de minhas leituras:

No lugar de fugir do sofrimento, você pode senti-lo como uma energia. Do mesmo modo, tudo o que entra em seu mundo pode ser percebido como uma qualidade de energia em vez de um objeto de que se quer apropriar, rejeitar ou ignorar.

Não há nem bem nem mal, nem belo nem feio. Cada ser, cada acontecimento interno ou externo é um comprimento de onda, uma freqüência, uma cor do espectro.

E com uma nova leitura que entendo como importante para o momento:

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?

Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar.
Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim.
Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida;
E também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus.
Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele.
O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou.
Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniqüidade.
Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra.
Disse eu no meu coração, quanto a condição dos filhos dos homens, que Deus os provaria, para que assim pudessem ver que são em si mesmos como os animais.

Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade.

Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó.

Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?
Assim que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?

Eclesiastes 3:1-22

Um comentário sobre “Resentir

  1. Gostei.
    Parabéns a ela, vencestes uma grande batalha.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *