Publicado em

A chama repentina

O Outubro é maravilhoso sob diversos aspectos: traz para os habitantes de minha cidade uma sensação de alegria vinda de diversas catástrofes.

Seja porque sofremos com as cheias, ou celebramos as dores do passado com uma festa que é digna de gratidão, trata-se de um mês de intensidade de sentimentos.

Também é mês de celebrar a atenção que as mulheres devem para com seu corpo. E, se estás lendo isso aqui, sabes o motivo de eu falar a respeito.

Taisen Deshimaru proferiu:

Era um dia de inverno num templo nas montanhas quando um velho mestre zen se dirigiu a seu discípulo: ‘Estou com muito frio. Reanime o fogo, por favor’.

O discípulo observou: ‘O fogo está morto, não sobrou uma brasa sequer. Só há cinzas na lareira’.

O mestre se aproximou, removeu as cinzas com os dedos e, lá no fundo, encontrou uma pequena brasa vermelha.

‘Olhe só, ainda tem um restinho de luz.’

Assoprou-a e a chama reavivou com toda força. Então, o discípulo recebeu o satori.

Como você encara os desafios que estás submetido nesta existência?

Com pesar, e, sem enxergar o óbvio que lhe é demonstrado pelo Arquiteto de todas as coisas?

Entenda: o que é, apenas é. Não é nem bom nem mau. Se na tua concepção não agradou, não atingiu o objetivo que tu desejavas. Apenas isso.

Livre-se de teus desejos e anseios e o mundo abrir-se-á para ti.

Publicado em

A luz da sabedoria ilumina em todas as direções

Sobre correr já falei aqui no Blog da Andi: tem um poder espetacular de literalmente ‘te fazer mover’.

A questão que discuto hoje tem relação com a capacidade que temos de aprender com a atividade física de se doar: desde que passamos pelo tratamento do câncer da Andi iniciamos uma jornada de nos aprofundarmos nas necessidades de mantermos o físico, mental e espiritual em linha com nosso aprendizado. E é sobre isso que a corrida de hoje tem relação.

Antes de correr

A Andi vinha se preparando para o dia de hoje há muitos meses: desde que terminou seu tratamento ela se dispôs a mudar o estilo de vida em busca de um equilíbrio que até então não tinha: espiritual, físico e mental.

Isso incluiu as rotinas de exercícios físicos, e eu REALMENTE sei o quanto isso foi uma batalha interna para ela – Digo para ela porque sempre gostei de me exercitar mas a disciplina que ela empregou nesse aspecto é de sincero e genuíno sentimento de admiração: as rotinas semanais são outras desde então. 2, 3 ou mais vezes por semana os dias iniciam com atividade física.

Meu plano na esfera física era atingível: eu sabia que poderíamos correr os primeiros 5 KM num ritmo de 6 min/km – Talvez menos. A partir dali teríamos de adotar um ritmo mais lento, algo próximo a 7 min/km. Foi assim que aconteceu. Na tampa.

Na corrida

Correr 10 km de forma contínua exige um preparo que nem todos nós temos. Ir além disso é motivo de extrema admiração para mim. Sei que iremos mas isso exigirá ainda maior preparação.

Até os 3 km tivemos a companhia de diversas pessoas, inclusive da família, e isso nos fez perceber o trajeto mais leve. Dali pra frente tivemos nossa própria batalha interna.

Da minha forma pus meu melhor para trabalhar: queria que ela fizesse o melhor tempo dela. Não tinha preocupação comigo. Minhas batalhas são internas e minhas corridas são uma luta dura e intensa contra mim mesmo e sendo honesto não preciso de corridas para saber lutar com essas batalhas. Minha presença tinha um propósito: auxiliar a Andi a concluir no melhor que pudéssemos fazer juntos.

Aos poucos buscava ela para uma rápida conversa:

“Tudo bem?”

“Mantemos o ritmo?”

Concluindo a corrida

10 km não representa nem 1/4 de uma maratona. Mas cada km que corremos é uma batalha interna que se desfaz e finaliza ao cruzarmos a linha de chegada.

Quando olhei pra ela, após cruzar a linha, sabia que aquilo era a uma grande batalha que ela venceu, e ela simplesmente precisava de um abraço para celebrar a conquista.

Ela chorou intensa e profundamente pois sabia que vencer a si mesmo era a principal batalha dela. Igualmente a tantas outras vezes que ela já havia feito.

Eu olhava aquele corpo frágil e exausto e pensava: caramba como ela conseguiu mais essa? Por certo já passamos por mais dolorosas, mas veja, nessa jornada havia um componente de voluntariedade – Ela simplesmente queria aquilo ali.

Entendes quão sortudo posso ser por isso?

Termino como de costume:

Conhecer a si mesmo é condição indispensável para conhecer e compreender os outros. Mas devemos nos conhecer em todo o leque de nossas tendências e inclinações, inclusive o medo, a inveja, o ódio, a covardia, a culpa, etc. Se não estamos em contato com esses nossos aspectos (mas também com os desejos, os entusiasmos e as
possibilidades maravilhosas que deixamos morrer), não podemos reconhecê-los nem compreendê-los nos outros, pois assim correríamos o risco de ver revelado o que queremos manter oculto, anestesiado, fora de nossa experiência direta.


Só podemos “ver” a maldade do outro se ela ecoa na nossa.


Só assim podemos reconhecêla. Mas se adormecemos algumas partes de nosso ser, elas deixam de ecoar no mundo “externo” e nosso conhecimento do mundo como um todo se empobrece na mesma medida. Quanto menos estamos em contato com nós mesmos, mais estreito fica o mundo em que vivemos e mais nos inquietam os acontecimentos e os seres humanos: ameaçam nos despertar, indicam nossas partes mortas.E não há nada que detestemos mais do que isso.


Quanto mais lúcidos somos de nós mesmos, mais aguda fica a nossa inteligência do mundo.

Pierry Lévy
Publicado em

Ode aos 39 anos

1/3 de solidão

Sentir a solidão foi algo que  me acompanhou durante os primeiros 15 anos de vida. Me questiono por que muitos de nós não compreendemos a importância da solidão: estar consigo mesmo é um dos melhores desafios que me coloco a vencer. Gosto da companhia que tenho durante a solidão. Não tendo opções volto a mim mesmo e, muitas vezes, encontro aquele que vivo buscando.

Por fim, neste terço também entendi muitos dos motivos da introspecção: muitos amigos me vêem como alguém extrovertido, pronto para uma brincadeira (as vezes impertinentes, admito) mas de certa forma expansivo. A mudança (de introspecção para extroversão) teve muita lapidação e trabalho minucioso de entendimento para alcançar um estado que considerava mais relevante para essa experiência. Um desbaste que me ajudou a construir cada segundo que hoje vivo.

2/3 de amor e aprendizado contínuo

Ao ser escolhido pela Andi (admito que foi uma boa escolha) ela me ofertou:

  1. Um coração quente a me acalentar todos os dias;
  2. Uma história que nem nos melhores sonhos poderia sonhar;
  3. Um presente único, que hoje me enche de honra e aprendizado (sim falo daquele pimpolho na foto)

Não tenho palavras para descrever o quanto uma pequena escolha, feita há quase um 1/4 de século fez diferença em nossas vidas. Falo por ela também pois entendo, nas atitudes e sentimentos dela, que assim posso.

Família, amigos e realização profissional

A gratidão que tenho por aqueles que me acompanham, uns mais próximos, outros mais distantes, é tanta que muitas vezes me pego pensando que não mereço todos estes. Se eles pudessem entender o quanto os amo. Será que entendem?

Um recado no Facebook, um telefonema, uma mensagem no whatsapp – Muitas vezes precisamos apenas disso para nos recordar de quanta diferença fazemos na vida daqueles que nos rodeiam.

Perguntas & Respostas

Nos perguntamos as perguntas certas? Encontramos as respostas? Ou criamos cenários para justificar respostas com perguntas sem relevância?

Deixo um trecho de Pierry Lévy para leres com atenção:

Se você quer respostas, coloque-se questões. Mas questões de verdade.
Sobre sua vida.
A verdade da vida está ao alcance de todos. Ainda assim é preciso buscá-la. Olhe ao redor. Quem de fato está nessa busca?
Quem realmente se engaja na busca por si mesmo? (Não há outra maneira de buscar).

Qual o sentido da vida? Como se houvesse uma vida que não fosse você e um sentido da vida separado da vida!
Pare de se perguntar sobre o sentido da vida.
Você é a vida!

Não há outra vida que não seja você, aqui, agora.
Abandone qualquer ilusão de referência externa. Você é tudo.
Tudo o que você pode viver é a sua própria vida.

Sua liberdade e sua solidão são totais.

O sentido da vida é você quem constrói a cada segundo.

Qual o sentido da vida? Estar presente! Essa “resposta” tenta despertar o dorminhoco que faz essa pergunta.

 

Publicado em

O Autor de seu próprio caminho

Você aceita ser seu próprio autor?

Digo ser o principal condutor de seus próprios passos?

A pergunta parece simples, mas embute uma pegadinha que não estamos habituados a concorrer: você se vê olhando para terceiros para definir seu destino? Não? Nem Estado, Família, Amigos, Chefe, nem terceiros de uma forma em geral?

Avalie com sinceridade se não há em teu ser algo que te move para blasfemar contra terceiros, contra aqueles que justamente aí estão para tornar teu caminho mais árduo e, desse modo, mais frutífero nos teus engrandecimentos.

A Liberdade

Os testes que aceitas (ainda que inconscientemente) fazer são justamente aqueles que te aproximam do caminho da liberdade. Estar ciente, a todo momento que essa capacidade de aceitar os desafios – ou mesmo fugir deles – é o que te coloca no caminho da liberdade.

O oposto disso, se resignar, se lamentar por essa ou aquela situação, em contrapartida, te distância de ti mesmo e teu propósito.

Te pergunto: Que queres aqui?

Ser bom pai ou mãe? Ser um excelente profissional? Fazer a diferença no mundo?

Sim?

Então aceite tudo aquilo que aqui está e mude aquilo que acreditas que seja possível. A começar por ti mesmo.

Um depoimento

Há poucos anos tinha, em meu limite, míseros 113 Kg. Do alto de meus 1,80 m era peso a beça para carregar – assim como muito do vinha carregando até então.

Ao aceitar tudo o que passei desde então optei por fazer nada mais do que aceitar minhas limitações e batalhas.

Ganhei. Ganhei de mim mesmo pois nunca achei que venceria as batalhas que venci.

Das superações que tive o privilégio de vencer, acompanhar a Andi nas batalhas dela foram as que mais me fizeram crescer.

Muitas vezes as batalhas que precisas vencer não são as tuas. São as daqueles que acompanhas. Noutras, por certo, somente as tuas.

Nadar e Correr

Tenho comigo que o Futebol, Basquete e, de forma gral, os esportes coletivos são os que mais me atraiam. Ainda os adoro como se fossem os meus únicos amores.

Mas ao aceitar minhas limitações (hérnias na coluna e o tempo insuficiente para encaixar com os coletivos) me vi de frente com a possibilidade de me encontrar.

Ao decidir NADAR há 4 anos, por conta também da coluna, aprendi o valor da água e do respirar. Há quanto prazer encontro ao estar comigo mesmo na água e saber que toda meta, desafio e dificuldade depende de mim, e APENAS DE MIM para serem vencidos.

Em 2017 resolvi correr.

1 metro de cada vez. Todos os dias. Com chuva, sol, calor ou frio.

Aquilo me libertou de mim mesmo. Hoje, embora pouco para meus anseios, 10 km são minha glória. Minutos, dores e prazeres que passo comigo mesmo.

Nisso, crescemos juntos. Nesse fim de semana a Andi fará sua primeira competição de corrida, e o prazer de poder acompanhá-la não tem preço. Tem um único valor: glória aos momentos de dificuldades que passamos juntos.

Tu entendes a satisfação de acompanhar alguém em sua própria glória? Sim? Sinta-se abençoado por isso!

O que você escolhe? Ser vítima “disso tudo”? Ou ser o protagonista de uma história que lhe agradaria em ouvir?

De ti para ti mesmo

Cada dor que sentes, cada situação que pensas ‘não queria estar assim, ou aqui’ é uma mensagem de ti mesmo para teu crescimento. Teu crescimento depende dessa interpretação para crescer. Nada vem do outro. Pare de ouvir a TV, o rádio, os outros e te concentre em ti mesmo. Tuas dores são teu plano de crescimento. Não dependem de ninguém além de ti.

E se você parasse para se ouvir? E se entendesse como lhe expresso essas singelas palavras? Seria diferente?

E se fores a Perfeição?

Cada dia que não percebes a perfeição que há em ti, e naqueles que te cercam tornam-se a maior dor que podes sentir pois perde-se na incapacidade de perceber o óbvio: és a perfeição da tua própria existência.

Esse sofrimento vem da incapacidade de perceber que tens tudo. És tudo o que precisas.

Aqueles que te rodeiam também o são.

Publicado em

Cuide de você mesmo

Sobre ajudar outros e você mesmo a melhor lição que tenho é esta:

Somos a primeira coisa de que devemos cuidar.

Nosso ser está sob a nossa mais direta responsabilidade, muito mais do que nossos filhos, pais, companheiro(a), amigos, nação, empresa ou a sorte do mundo.

Se não cuido de mim mesmo, como poderei cuidar dos outros?

A qualidade de nosso ser comanda a qualidade de nossa ação junto ao outro.

É por isso que nossa primeira preocupação deveria ser a textura íntima de nossa própria vida.

Cuidar de si não significa de modo algum perseguir uma certa aparência física ou moral, correr atrás de dinheiro, posses, poder, títulos, prestígio, reconhecimento, amor, etc.

Significa que temos de desenvolver nossa capacidade de sentir nossas próprias emoções e as dos outros, pensar de modo justo e perceber a beleza do mundo.

A pequena lição de estar num avião demonstra isso: deves estar atento a si para poder auxiliar ao outro.

Lembre-se também que a preocupação não é física ou mesmo moral: como posso oferecer ao outro o que não tenho?

Estás integro em tuas propostas e idéias?

Agora e sempre?

O que fazes para cuidar de si mesmo? Tens amor por si? Cuidas desta dádiva que Deus lhe deu (teu corpo e tua mente)?

A viagem aqui é curta e assim lhe proponho pensar a importância de si e não do outro como lhe é imposta a todo momento.

Estás aqui e agora?

Publicado em

O Infinito entre os segundos: 3 palavras

Quanto tempo dura o infinito?

Por definição: não dura, é eterno. Atemporal. Sem início e sem fim.

Mas e os infinitos entre os momentos? Digamos entre o segundo 00:00:01 e o 00:00:02 também ali há um infinito que não nos percebemos. Não valorizamos estes segundos. Muito menos o infinito entre eles.

Pra mim dura algumas palavras.

Algumas delas intensas e extremas. Algumas vezes nem percebemos o infinito nos espreitando e rodeando. E isso me alegra (a consciência disso).

Das mais intensas e profundas experiências que tive nessa existência (até este segundo, é claro) foi perceber que poucas palavras transformam tua vida sem sequer perceberes.

Ausência de carcinoma” me atingiram profunda e intensamente. Assim como à Andi.

No início de uma semana fomos bombardeados com a dúvida de um possível cenário que já havíamos lutado. Nos preparamos como podíamos ao que já conhecíamos:

Ela firme e forte como nunca foi até então. Uma guerreira que faz a Mulher Maravilha ser uma mera menina. Sem brincadeiras: o Superhomem teria vergonha do que vi a Andi fazer – se sentiria pequeno perto da força que emanou dela nesses dias.

Eu com meus medos e receios à flor da pele. Um verdadeiro escudeiro a espera da próxima batalha. E nada mais. Apenas pronto para o próximo passo.

Ambos com o desejo intenso e profundo de continuar com a história que criamos juntos.

Como lidar com a consciência da brevidade daquilo que mais amamos? No caso, nós mesmos. Consegues? Estás acordado para isso?

Alguns anos após o ritual que passamos de início dessa jornada intensa e anestesiante tivemos a oportunidade de reviver os segundos que antecedem a busca de diagnóstico. Parece simplório, mas lhe asseguro que não é. Conviver com a dúvida é assustador. De forma que apenas a consciência lhe permite experienciar. Estás aqui comigo?

O resultado que ressalto acima é apenas mais um passo nessa jornada que se chama Vida.

Como não ser grato pelo infinito entre os segundos que vivemos?

Daquele que me auxilia a entender melhor os momentos dessa vida:

Fazemos os outros viverem nossas próprias dores.

Os outros nos fazem experimentar sua própria desventura

Nada se propaga e se comunica tão facilmente quanto a dor.

Tanto assim que quando padecemos, sofremos da dor de todos os seres que, nesse momento, conflui para nós, tornando nosso sofrimento impessoal.

Quando em vez de propagar ou alimentar a dor, deixamo-la arder em nós, aliviamos o gênero humano com as lágrimas que derramamos.

Publicado em

Todos os seres que encontramos são, na verdade, nós mesmos.

Sobre o que leio hoje, daquele que costumo buscar algo a mais para essa vida:

Todos os seres que encontramos “são”, na verdade, nós mesmos.

Todos trazem uma parte essencial de nosso enigma, são telegramas cifrados, mistérios que temos de esclarecer para nos compreender e nos tornar quem de fato somos.

Nossa mãe, nosso pai, nossos irmãos e irmãs, nosso companheiro, nossos filhos, amigos, colegas são uns dos tantos arcanos a desvendar, umas das tantas mensagens que nossa alma envia para si mesma. Cada um desses seres é nosso próprio ser. Eles nos constituem. Detêm o segredo de nossa identidade.

E isso se estende a todo o universo: o lugar onde vivemos, nossa sociedade, nossa época. Eles nos criam e nós os criamos. Essa produção recíproca e paradoxal não deve ser entendida à maneira como o oleiro fabrica uma peça de cerâmica, mas antes à maneira como o sonhador fabrica o sonho que o faz sonhador.

Nossa Mãe, nosso Pai… nossos Filhos… como considerar uma vida, aqui nesse plano, sem ponderar a importância destes em nossas vidas? Como poderia pensar em estar aqui sem entender a importância de cada um deles nesses “causos” da vida?

Você consegue?

Duvido!

Como desvendar as atitudes e resultados destas interações sem perceber que cada uma das interações com eles nos moldam e nos transforma em algo ainda melhor do que fomos?

Você consegue?

Você percebe que cada parte de teu passado se une ao conjunto de coisas que acontece contigo e com aqueles que estão a teu redor? A percepção de comunhão e união enquanto percebo tudo o que me rodeia me embebece dessa certeza.

Você também agradece por aqueles que rodeiam?

Inclusive aqueles que não consegues admirar?

Deverias…

Publicado em

Teu Despertar

Soa como se não estivéssemos dispostos a acordar. Belo dia a vida nos empurra com Dor, ou Amor, e assim nos deparamos com uma versão de nós mesmos que ali estava mas insistíamos em fazê-la se fingir de morta.

Sonhamos todo o tempo

Lutamos e fazemos o que fazemos perseguindo nossos sonhos, e, muitas destas vezes fazemos isso de forma inconsciente e buscando por heróis que não existem. Nem mesmo nos reconhecemos como verdadeiros heróis pois nos sentimos frágeis e incapazes de representar isso para alguém.

Lhe garanto: alguém já lhe viu como um tipo de herói.

Um mestre disse:

Usamos constantemente os seres, os signos e as coisas que estão em nosso contato em proveito de nosso drama pessoal. Em vez de ver as situações e as pessoas tais como são, perdemos muito tempo tentando descobrir o que elas representam para nós. O que está em jogo no mundo também está em nosso pensamento. Será que ainda temos chance de aprender alguma coisa?

Acordamos

Lutei durante muito tempo para tentar induzir um tipo de “acordamento” (nem existe isso, eu sei) mas perceba que trata-se de um tipo de esforço que sempre me foi natural e intenso em produzir no outro um sentimento de despertar que, embora fosse puro e honesto, não surtia efeito. Não da forma como eu desejava.

Ocorre que o despertar do outro não pode ser induzido por mim. Trata-se de um processo natural e intrínseco, que no máximo pode ser estimulado por mim.

Aquele que teve o despertar no dia de hoje entenderá do que falo: reconhece sua inabilidade de compreender as palavras, ações e intenções do outro até que dele próprio surge, o que até então ao outro era óbvio, a iluminação, o despertar do sonho.

Esse Despertar é digno da maior honraria que podemos ter nessa vida, pois ali, naquele segundo em que fagulha da iluminação nos toca, sentimos que podemos andar com nossas próprias pernas e traçar nosso destino com nossas virtudes e vícios.

Do mesmo Mestre:

Não podemos escolher nossos pensamentos, mas podemos decidir não acreditar neles.
Culpar-se por um mau pensamento é aumentar o sofrimento.
Será que somos responsáveis por nossos sonhos?
Não. Mas se o pesadelo ficar insuportável, por que não acordar?
Era só um pensamento.

 

Publicado em

Uma simples corrida

A vida é uma simples corrida. Todos os dias tu acordas pensando, na maior parte das vezes, em fazer o bem a si mesmo e, quiçá, o bem daqueles que te rodeiam.

Correr tem uma simbologia tão forte pra mim que me emociono em pensar na profundidade que o simples ato pode ter.

Veja, correr pode parecer simples: um passo após o outro segues em direção ao que queres, ou desejas. Mas ao mesmo tempo é tão duro e esforçoso que as lições simplesmente aparecem como um passe de mágica.

Correr exige uma concentração, sem a qual, não atingirias o que desejas (velocidade, distância, tempo). Do mesmo modo, exige que tua concentração seja integralmente dedicada ao trabalho que tens no momento. Sem esses aspectos teu desempenho não segue em direção ao teu máximo.

Não aprendi

Não aprendi a correr por mim, corri e corro por aqueles que me rodeiam. Não faço o que faço apenas por mim, e, sim, por aqueles a quem meu coração pertence. Lembro de cada um deles em cada momento de minhas batalhas.

E correr, especialmente com a Andi, foi algo que me forcei a fazer porque sabia que seria um bom modo de fazê-la esforçar-se além do que ela já passava de desafios físicos.

Desde o dia em que recebemos o diagnóstico de câncer me organizei para levá-la a fazer o que ela não havia feito até então. Se o desafio exige os limites então façamos nosso caminho em direção ao limite com consciência e desejo.

Corremos e andamos

Nos momentos mais extremos e frios: caminhamos de mãos dadas. Quando foi possível corremos.

Hoje me esforço para fazer com que ela dê o máximo dela para alcançar o melhor que podemos, juntos.

Veja: não conheço meus limites (ainda bem) e menos ainda os dela. Mas isso não me impede de tentar sempre melhorar e fazer com que nós dois juntos alcancemos ainda mais.

Isso não muda nada entre nós: ambos sabemos que temos nossas limitações (e pra ser honesto acho que elas ainda tem de crescer muito) mas cada passo que damos juntos nos guia em direção ao nosso melhor.

Você consegue entender o quanto isso é importante?

Você se sente assim também com quem te rodeia?

Sobre isso

Não sei nada. Apenas acompanho meu raciocínio com bons mestres. Dos quais um deles diz:

O mais difícil é descer no mundo, aceitar, enfim, nossa encarnação.
Fugimos por muito tempo, e é sempre de nosso nascimento que fugimos. Se continuamos recusando nascer e morrer a cada instante, se rejeitamos a encarnação, deixamos o curso livre para um sofrimento que só pode ser confrontado em seu próprio campo de batalha.
A “realização”, ou a concretização espiritual, acontece na matéria.
Trata-se muito mais de uma descida do que de uma elevação.

 

Publicado em

Gratidão e amor…

Hoje tive o privilégio de participar do Chá do Guilherme preparado com muito carinho pela mamãe Lúcia!

A Lúcia é daquelas pessoas que materializa o AMOR naquilo que faz, tem um coração gigante e faz do mais simples o mais belo!

Gratidão é uma palavra muito usada por ela e vem do mais fundo do seu coração e eu sou muito grata por ter pessoas assim como a Lúcia na minha vida…

A Gratidão gera uma corrente de emoções positivas, que beneficia tanto aqueles que a expressam como os que a recebem… é a expressão do amor e quanto mais damos, mais recebemos o AMOR… quanto mais somos gratos mas sentimos as graças recebidas…

O exercício da gratidão nos faz sentirmos VIVOS, nos faz olhar o mundo com o filtro do amor e para mim é fundamental para seguir em frente, praticar o bem e recebê-lo também!

Muita gratidão Lúcia, por você materializar tanto amor sempre…
Muito obrigada minhas amigas, que estavam hoje lá vivendo esse momento tão especial na vida da Lúcia e do príncipe Guilherme…
Muita gratidão Deus, por tantas graças em minha vida…
Muita gratidão…
Muita gratidão sempre!

E você já pensou em tudo que você deve ser grato hoje?